Rumo ao Sul – Caminhos Sinuosos e Herméticos

Rumo ao Sul – Caminhos Sinuosos e Herméticos

Photo copyright © Marcelo Conteçote

Existem certos temas que impõem ao autor sua escrita. Não dependem de uma atitude consciente e analítica que, diante da necessidade de escolha, opta por uma direção de acordo com suas razões e caprichos. Simplesmente determinam que sejam desenvolvidos, e porque não, celebrados com palavras, talvez uma ideia original, enfim, que recebam do escritor seu tempo, atenção e respeito. Os antigos diziam que um deus que não é honrado entra pela porta dos fundos. Estes temas parecem possuir a força de uma divindade, e aqueles que permitem a entrada pela porta principal tendem a lograr de seu favorecimento.

Foi por conta da tarefa de escrever um artigo, após o encerramento do primeiro ano de estudos no Jung Institut, que fui assaltado por uma destas presenças insistentes. Estava refletindo sobre o que poderia abordar, sentado no assento do trem que percorria a distância entre Zürich e Fribourg. Olhando para a janela, noite adentro e rumo ao sul, vi refletida no vidro minha imagem e a dos demais passageiros, e o tema me visitou. Naquele espaço, ocupado por volta de 1/3 de todo meu tempo, algo pedia passagem. Era sobre o trem que eu deveria escrever.

Rumo ao Sul – Caminhos Sinuosos e Herméticos




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Graduado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Psicologia Analítica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Diploma Candidate no C.G. Jung-Institut Zürich. Prática clínica em Fribourg, Suíça.

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